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Escrito por Mocidade às 15h39
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Escrito por Mocidade às 13h33
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teste
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Escrito por Mocidade às 10h49
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Ubatúbica
Acabei de voltar de Ubatuba. Acabei mesmo. Minha mala - quer dizer, a mala da Bárbara - ainda está na minha casa, esperando ser desmalada e devolvida.
O final de semana foi ótimo.
Tomei sol, andei pela praia inteira, bebi água de côco, pulei ondas gigantes da Praia Grande, tentei pegar jacaré sem sucesso, tomei um caldinho básico (não tão feio quanto o da Preta Gil), visitei o aquário da cidade (e fiquei muito impressionada com a lagosta vermelha, que tem todas as cores do mundo. Se eu fosse uma lagosta, queria ser lagosta vermelha multicolorida), dormi, comi, tomei sol, bebi água de côco, comi bolinho de bacalhau, andei mais um pouco, conversei com minha tia, o Marcelus e meu primo Lucas, ri, tomei sorvete e adorei tudo.
Dei até uma desacelerada. Já estava falando devagar, fazendo as coisas mais devagar ainda do que costumo fazer. Praia, sol e mar dão uma preguicinha...
Ah, e assisti TV também. Estranho! Fiquei tanto tempo olhando para a televisão que fiquei tontinha! Muito bizarro. É que não tenho TV em casa (e pretento não ter por um bom tempo ainda). Então desacostumei. Acho que foi isso.
Claro que foi isso. Nada se mexia, só a TV. A câmera se mexendo me deixava sem chão. Passou um tempo e as paredes, as portas e o piso da casa começaram a se mover, como se eu estivesse naquele sonho meu. Depois de ver o final do jogo, um pedaço do Faustão e mais metade do Fantástico, senti o mundo rodar. Aí resolvi dormir sem esperar pelo Big Brother.
E peguei meu bronzeado tão esperado. Finalmente tirei a cor amarelo-zumbi! Agora estou vermelho-camarão. Fazia tanto tempo que não tomava sol que acho que fiquei alérgica a bronzeado. Minha pele coça muito! Principalmente da minha barriga, que ficou neguinha.
Agora eu pergunto: por que minha barriga ficou muito mais bronzeada do que o resto? Esta é fácil e a resposta resume-se a uma só palavra: pança. Mas isso daí vai acabar a partir de amanhã.
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 13h21
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Nada de lavar roupas, de limpar a casa, de almoçar no shopping sozinha, de encontro literário, de cinema com Mariana, de compras na 25 de março, de ler (e comer) o dia inteiro. Nada de fazer cookies.
Tudo foi adiado (ou cancelado) porque neste final de semana eu vou para Ubatuba!
Recebi ontem o convite da minha tia. Vou chegar em casa, arrumar a mala, sair correndo, pegar metrô e tentar chegar na rodoviária às 20h30, no máximo. O ônibus sai às 21h. Se não conseguir comprar passagem hoje eu terei de ir amanhã 7h.
Espero voltar de lá mais morena. Não agüento mais essa minha cor pálido-zumbi. Também espero que faça sol.
Afinal, tudo é possível, só não é possível Deus pecar.
Mudança de assunto E já que a semana começou com um post sombrio, termino com um trecho da música que mais gosto atualmente:
climb up over the top survey the state of the soul you've got to find out for yourself whether or not you're truly tryin
why not give it a shot shake it, take control and inevitably wind up findin for yourself all the strengths that you have inside of you
Parece coisa de auto-ajuda, mas é bom pensar nisso. Pense nisso. O Pequenas Empresas Grandes Negócios volta no sábado que vem. Uma boa semana e até lá.
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 11h51
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Ontem não dormi em casa.
Dormi na casa da Cintia, porque a gente saiu antes para comer pastel de feijoada e ficou tarde. Aí não quis mais voltar para casa e acabei ficando por lá mesmo.
Não, não é mais um sonho maluco. Quando estavávamos indo a Paraty, Cintia falou que perto da casa dela há um boteco que vende pastel de feijoada.
O quê?
Tive de ir lá conferir. Como é que existe pastel de feijoada no mundo e eu nunca comi? (Como se eu fosse a maior fã de feijoada do universo. Sou apenas gulosa). Uma delícia, mas fritura pura. Mas eu comi sem medo de ter um ataque cardíaco ou uma indigestão ou de ficar explodinte de gorda.
É que quarta-feira que vem começo na academia. Vou ficar bombada e perder os feijões (e outras coisinhas mais) que ficaram entalados na minha pança balofante.
Bom, então comemos pastel de feijoada (fritura) com torresmos (mais fritura). Para acompanhar, bolinhos de arroz (frito!), costela de porco (e dá-lhe fritura), mandioca (fritura) e mais uma porção de torresmos (é).
Claro que tinha de ter algo light. Pães de queijo. Não sei o que faziam ali, no meio de todo o óleo. Apesar de estarem bem gordinhos. Continuaram lá, com suas caras pálidas e logo o garçom entendeu e tirou a bandeja da mesa.
Para beber: Coca-Cola. Nada de Zero, Light, Lemon, Shit ou qualquer coisa assim. Era a latinha vermelha mesmo. Existe uma lenda que de o refrigerante era usado para desentupir pia. Então pensei que nada seria mais adequado para me desentupir depois dessa ingestão de altas doses gordurísticas.
Pensando assim, dá até para concluir que, se a Coca dissolveu a gordura das coisas que comi, não vou precisar ir mais à academia. Hum, boa idéia. Vou trocar a academia por uma dieta de Coca-Cola.
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 11h06
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Li A Menina que Roubava Livros. Tenho só uma coisa a dizer sobre o livro. Vou até comentar no modelinho super-original-não-quero-ser-chiclê do autor australiano:
UMA COISINHA A DIZER SOBRE O LIVRO A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS: Ludmilla é a única pessoa no mundo que leu e não gostou Agora estou lendo O Morro dos Ventos Uivantes. Meio chato também. Daqui a uns dias começo a ler El Amor en los Tiempos del Colera, do García Márquez. Isso, leitor invisível, meu chefe não precisou ler meus pedidos desesperados neste blog para me emprestar o livro, escrito em sua língua original. Agora já era. Até comprei um mini-dicionário português-espanhol para conseguir ler tudo sem deixar passar nada. Fica pra próxima, haha
Eu estava lendo um dele. Sempre que chego ao trabalho coloco o livro que estou lendo em cima da mesa, porque ele pesa minha bolsa, e eu sempre levo minha bolsa para quase todos os lugares. Aí meu chefe chegou, soube que sou fã do colombiano e disse que tinha a versão em espanhol. Hesitei, mas acabei aceitando o empréstimo.
E se... Sugestão do Mariposa: "faça um post com 'e se'". Tá. Para dar exemplo, falou: "e se a gente pudesse dar um control C control V nas coisas reais?" Vixe! Já pensei em mil coisas que poderiam ser coladas cá perto de mim. Pára, Ludmilla.
Aí lembrei de um 'e se' antigo meu: E se cada objeto tivesse um número de telefone? assim, quando perdêssemos, poderíamos ligar para ele e ele tocaria. Aí seria mais fácil localizar.
Outro: E se eu tivesse um Ipod? Tenho duas hipóteses para este caso: 1) Seria atropelada na rua por prestar mais atenção nas músicas do que no mundo; 2) Seria processada por cantar alto, desafinado e no pior inglês que existe.
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 13h42
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Estava em um dia comum, trabalhando na redação. Mas em vez de teto cheio de lâmpadas fluorescentes e chão encarpetado, as baias e os computadores ficavam embaixo de céu aberto e azul, com nuvenzinhas brancas, e em cima de um gramado verdinho.
De onde eu estava, dava para ver umas máquinas vermelhas e grandes (parecidas com aquelas de comprar latinha de refrigerante). Estas máquinas serviam para os repórteres de esporte acompanharem em tempo real os jogos das Olimpíadas, que ainda não haviam começado.
Aí vi uma fumaça roxa saindo de dentro das máquinas. Falei: "Gente, será que a casa da bruxa está pegando fogo?"
Então as pessoas, aos poucos, pararam de trabalhar e começaram a olhar para as máquinas que soltavam fumaça. Todos começaram a andar em direção a elas, lentamente, como se tivessem sido hipnotizados.
Eu, curiosa até em sonho, também fui lá ver o que acontecia. Era apenas uma fumaça promocional. Ouvi a explicação de que, quando começassem as Olimpíadas, as máquinas soltariam uma fumaceira danada. Só que deu pau e elas soltaram antes.
Aí fiquei pensando: "Se saiu tanta fumaça assim só por causa dessas notícias bobinhas de prévias de Olimpíadas, imagine quando começar mesmo!"
Acordei com uma puta câimbra na batata da perna. Doía muito! Resolvi comprar bananas.
Ah, e eu não bebo! Se bem que tomei uma garrafa de Coca-Cola ontem com a Ju num boteco perto da nossa casa. Será que foi isso?
E também não conheço nenhuma bruxa que solta fumaça! Claro que tinha de ter algo assim no sonho, senão não seria tão bizarro!
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 06h02
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Cortei meu cabelo. Como manda a tradição, tenho de fazer um post especial sobre isso.
Cheguei cinco minutos atrasada no salão, mas a cabeleireira não havia chegado ainda. Como tinha contado os minutos certinhos para dar tempo de cortar o cabelo e sair correndo para chegar ao trabalho, fiquei com medo de chegar atrasada.
Então a mulher chegou. Medo. Eu só cortava meu cabelo em Goiânia, com minha cabeleireira maranhense maluca. Mas ele estava estranho, sem corte, e muito longo. Então resolvi arriscar em um que fica logo embaixo do meu prédio. Afinal, nem sei quando vou voltar a Goiânia.
Ela (ainda não decorei o nome da mulher) tem as mãos fedidas de cigarro. E eu nem pisquei, morrendo de medo de acontecer alguma meleca.
Mas até que ficou legal. Não sei se a moça errou a mão ou se foi de propósito, mas o desfiado da minha franja ficou ótimo. Diferente, sem querer dizer que ficou feiosinho.
Ela tirou um monte do comprimento, mas acho até melhor. Vai dar menos trabalho e vou ficar com menos cara de crente.
Agora posso garantir que estou bem mais alegre que ontem! E que venham as boas notícias, porque de notícias estranhas eu já estou cheia.
Sonho bizarro Esta noite tive um sonho muito maluco. Minha mãe veio passar uns dias na minha kitinete que acabei de alugar. Mas quando fui mostrar a casa a ela, era gigante. Tinha milhões de cômodos, salas enormes, janelas gigantes. O que mais me chamou atenção foi uma sala comprida com uma mesa cheia de cadeiras. Umas 30 de cada lado.
No sonho, eu lembrei de Harry Potter e d'A Bússola de Ouro, porque em ambos os filmes há mesas compridas. Lembrei que a menina do filme da bússola corria em cima das cadeiras.
No final da mesa, láááá no fundo da sala, tinha um palco. Disse para minha mãe: "Oba, que bom, cabe até uma mesa de sinuca aqui!" E olhe que detesto sinuca. Não sei jogar e nunca teria uma mesa de sinuca em casa. Acho que aí tem outra referência a um filme: Separados Pelo Casamento.
Subi no palco e olhei pela janela. Lá embaixo (estava no 13º andar, o mesmo da minha kitinete), tinha uma praça bonitinha, pessoas fazendo caminhada, várias árvores. Aí fiquei pensando que faria caminhada ali todos os dias.
Só que o mais bizarro de tudo neste sonho é que em alguns momentos o apartamento começava a balançar como um navio gigante e molenga. As paredes oscilavam como se fossem feitas de maria mole. Mas continuavam duras como paredes, claro.
Teve até uma hora que o apartamento virou de cabeça para baixo! Entrei em pânico, pensei em correr, temendo que o prédio desabasse. Mas logo tudo parou de mexer.
Liguei para o porteiro do prédio e ele me disse que isso acontecia porque a vizinha do mesmo andar que o meu estava se mudando e ela tinha umas coisas muito pesadas para carregar, como o piano. E como ela estava levando estas coisas embora, era normal tudo balançar.
Aí começou a balançar tudo de novo.
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 09h09
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Seus webs
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 16h35
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Tem gente que se mata porque é inteligente demais. Tem gente que é muita areia pro meu caminhão. Tem gente que, mesmo fingindo que não sabe, me esmaga de longe.
Ê povo besta! Destes quero distância. Estão até distantes de mim, mas mesmo assim me incomodam.
Minhas unhas já se quebraram tentando me apoiar neste poço escuro, fedido e mofado. Se eu não encontrar um braço logo, vou ter que usar meus ossinhos dos dedos.
Eu me levanto.
Estranha essa imagem, mas foi a que tive ontem, antes de ir dormir. Preciso dormir mais. Preciso de paz.
Preciso sentir calafrios no coração.
Amanhã, 9h, vou cortar meu cabelo e melhorar. Afinal, só um corte de cabelo recupera minha alegria. Não sou tão inteligente assim. Não preciso descobrir a verdade do mundo para me sentir bem. Só um corte novo de cabelo resolve.
Para terminar este post, um poema que inventei: O meu coração está congelando A minha alma se esvai Num pum que soltei
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 12h21
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Jason Mraz é bom. Obrigada, Davi, por me indicar umas músicas tão boas. Estou apaixonada por Jason Mraz. Pela voz dele, claro.
Dá vontade de dançar, de rir, de olhar pela janela, de gostar de todo mundo, de gostar só de uma pessoa. Ah, e de fazer faxina.
A preferida é Song For a Friend. Ainda bem que ela tem oito minutos e nove segundos. É longa. E linda. Aliás, estou até ouvindo neste momento em que posto. E certeza que vou colocar o CD para tocar nos meus ouvidos de novo. E de novo. E essa música quero ouvir quatro vezes hoje.
E olhe que só tenho um disco dele aqui. Depois vou tentar conseguir outros.
Aqui eu falo direto do meu gabinete novo Acabei de comprar um gabinete com quatro gavetas para meu banheiro. É feio, branco, de plástico, mas foi baratinho.
Vai esconder uma parede horrorosa que tenho no banheiro. E espero que consiga guardar todas as minhas roupas sujas também. Se for muito pequeno e não couber tudo, ao menos vou ter desculpa para lavar minhas roupas.
No dia que cheguei de Paraty (quer dizer, na madrugada que cheguei de Paraty) resolvi investigar de onde vem o futum horroroso que sai do meu banheiro. Olhei atrás do tanquinho (é, meu banheiro tem um tanque no lugar da pia...) e tinha umas coisas pretas e uma branca, enorme. E tava fedendo muito.
Pensei: só pode ser um fungo! Não destes fungos verdes que nascem em pães, mas um cogumelo gigante que convive comigo desde o dia que comecei a morar lá.
Ontem passei numa loja e comprei um spray anti-fungos. E já cheguei em casa chutando a porta e empunhando o spray, como se estivesse numa cena de "Onde os Fracos Não Têm Vez" (estou louca para ver este filme, deve ser minha cara, haha).
Primeiro cortei um pedaço de papelão - era a única coisa que cabia atrás do tanque - e fiquei cavucando. Caiu um monte de coisas. Um troço preto, molhado, muito esquisito. Uns pedaços de parede. Umas bolotinhas pretas pequenas. Até uma baratinha minúscula. E eu pensei que elas haviam morrido na minha detetização.
Mas não tinha cogumelo. Era só um pedaço de parede que foi esquecido ali, atrás do tanque. Mas mesmo assim, com o papelão num punho e o spray no outro, comecei o ataque.
Não sei se o banheiro parou de feder, mas agora está com um cheiro tão forte de detergente que até arde os meus narizes. O rótulo do troço diz que não acaba com o mau cheiro, elimina totalmente as bactérias e fungos que causam mau cheiro. Tô confiante.
Comer é bom Vou fazer bolo neste final de semana. Só não sei de quê. Acho que de chocolate mesmo. Só tenho que achar uma receita. Minha receita boa ficou na antiga casa. Vou achar uma receita melhor. Afinal, a vida é feita disso. A gente perde umas receitas velhas, bolorentas e rotinescas para encontrar receitas melhores.
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 09h31
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Sexta-feira (porque, para mim, o Carnaval começou neste dia) Depois de um dia de folga, detetizando o apartamento (baratas, cupins e Ludmilla não moram juntos), peguei minha enorme mala, o metrô e fui parar na casa da Cintia, crente de que sairíamos de lá na sexta-feira ainda. Eram umas 22h.
Quando cheguei lá o Gabriel (namorado da Cintia) me explicou que sairíamos no sábado bem cedinho, lá pelas 4h. Passou um tempinho, chegaram Cintia e Lílian. A gente não dormiu! Ficamos comendo pizza com Fandangos (quer dizer, eu fiquei comendo) até 3h, quando resolvemos nos arrumar para a viagem.
Sábado de sol Foi ótimo andar pela serra vendo o sol nascer. E subir, brilhando muito. Fazia tanto tempo que não via a alvorada... A estrada para Ubatuba é linda. Penhascos cobertos por samambaias, árvores de folhas prateadas, florezinhas cor-de-rosa, quaresmeiras.
Passamos por Ubatuba. De lá já dava para ver o mar, surgindo, de vez em quando, por entre as montanhas. Também fazia muito tempo que não o via.
Chegamos ao nosso destino. Paraty. Uma cidade de Goiás plana. Limpamos a casa e esperamos o resto do pessoal chegar (ainda faltava Tiago Mariposa, Gabriel Muriçoca Júnior, Marquinhos e Mariana) e saímos em busca de uma praia.
Ai, que saudade estava de sentir areia nos pés, sal no corpo e vento fresco no rosto!
Quando anoiteceu, saímos para conhecer o povo obrigado (quem nasce em Paraty só pode ser obrigado). Tive a sorte de estar no meio de pessoas que não gostam de Carnaval, então quando ouvimos aquele axé no último volume, saímos correndo, na chuva, e fomos embora.
Domingo de praia do meio "Onde fica a praia do meio?", pergunta Gabriel a um obrigado, hippie habitante de Trindade, vila alternativa de Paraty. Para se ter idéia da alternatividade do local, passamos por um restaurante chamado Larica's. "Fica aqui não, fica pra lá, no meio", responde o hippie.
Paramos na praia do meio, depois pegamos uma trilha lamacenta para outra praia. A água estava gelada, então nem entrei. E o cheiro de maconha embrulhava meu estômago.
Mas eu dormi na areia. É gostoso.
Depois comemos num restaurante que tinha oito camarões, um pedaço de frango e outro de peixe. Então ficamos com muita fome. Resolvemos comer cachorro quente na casa em que nos hospedamos. E comemos muito!
Segunda-feira chuvosa Choveu na segunda. Como é chato ir à praia quando chove, pensamos em visitar o centro histórico de Paraty, conhecer mais a cidade, tomar o sorvete gostoso que tomamos no dia do carnaval de rua.
Mas aí damos uns passos e conhecemos o que tinha de ser conhecido. E a Lílian teve uma excelente idéia: "vamos à praia?" Sim! Só que essa praia não tava lá estas coisas. Tinha uma trilha lamacenta para chegar lá, a areia estava suja e o mar fedia cocô. Achamos um barzinho ali e ficamos comendo lula (parece borracha!), camarão (esse eu não comi, não gosto), peixe (hummm) e batata frita.
Voltamos para casa munidos com uma garrafa de tequila e dois baralhos.
Ficamos jogando tapão e a tequila não deu grau. Nem a tal melancia atômica, que nunca tinha visto (é melancia com pinga e gelo, gostosinha). Mas rimos tanto que espantamos os três gatos que moravam na casa.
E as pessoas começaram a fazer piadas com meu nome. Agora tenho vários nomes. Meu nome é Lud. Ludmillos, Ludmamilos, Ludbóia, Ludjóia e outros que não lembro.
Terça-feira à deriva Terça, último dia de Carnaval, foi dia de andar de barco. Achamos um velhinho de bigode e, tenho certeza, sem dentes. O Silas. Ou ele nos achou, não importa. Combinamos o preço do passeio e saímos. Estava nublado, mas mesmo assim a paisagem era linda.
Passamos por um monte de ilhas e paramos em uma que dava para ver a água lá no fundo. Se tivesse fazendo sol, daria para perceber ainda mais a limpidez da água.
Não tive coragem de pular do barco na água, mas consegui pular do pier. Com um pé cortado (ainda não sei como consegui cortar meu pé, mas ele está acostumado com isso) e o outro inchado por eu ter pisado num prego no pier.
Foi tão bom ficar na água que queria estar lá até agora. O barco ajudou na minha idéia mirabolante de continuar a viver lá para sempre, boiando, mas também fiquei com medo de ficar ali, à deriva.
É que o motor não voltou a pegar. Silas fez de tudo (eu acho), mas não pegou de jeito nenhum. Mariposa deu a sentença: "cada um pega seu Wilson!"
Silas deu um jeito de rebocar o barco. E, de reboque em reboque, voltamos à Paraty. Passamos numa pizzaria, depois na sorveteria gostosa, que tem sorvete de banana e giundrasvky (sei lá o nome desse sabor, só sei que estava gostoso), voltamos pra casa, tomamos banho e fomos embora. Já eram 23h.
Droga. Carnaval poderia ser no ano inteiro.
Tá. Choveu bastante, mais do que necessário, a casa estava suja, mofada e cheia de bichos nojentos (inclusive gatos), a saída para o carnaval de rua foi uma experiência traumatizante, os obrigados são feiosos, a praia fedia, a tequila não deu grau, o molho do macarrão acabou antes da hora, o motor do barco pifou. Cintia disse que esse foi o carnaval loser.
Carnaval loser? Não, foi o melhor carnaval que já tive.
Novas aquisições livrescas Estou com três livros novos (nem tanto, vieram de um sebo): O Cio da Terra - Vida e Época de Michael K, de John Maxwell Coetzee (estou orgulhosa de ter comprado este. Acho que o escritor sul-africano será meu novo ídolo literário)O Perfume, de Patrick Suskind (não vi o filme. Bom, adoro ler antes de ver)Abril Despedaçado, de Ismail Kadare (idem)
Escrito por userID: 288656667445firstName: Ludmilla às 07h09
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Campanha da boa notícia
Depois de um mês sem postarmos, voltamos com duas boas notícias! A que vai abaixo e a que terminamos de vender nossa rifa (SUCESSO) e estamos a todo vapor com as doações para as doces senhoras!!!
Doem e ajudem sempre a quem mais precisa.
Um beijo e fiquem com Deus
Desempregadas terão salário-maternidade (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1506200719.htm - só para assinantes)
Da Folha de S.Paulo Sucursal de Brasília
A partir de agora, trabalhadoras desempregadas poderão ter direito ao salário-maternidade pago pela Previdência Social. O governo editou ontem um decreto alterando as regras do benefício, que antes só poderia ser usufruído enquanto fosse mantido o vínculo de emprego ou fossem recolhidas as contribuições previdenciárias.
Com a mudança, as seguradas que foram demitidas -a pedido ou por justa causa- ou deixaram de contribuir para a Previdência podem requerer o salário-maternidade. A condição para isso é que estejam no chamado "período de graça" no momento do nascimento do bebê ou da adoção da criança. "Período de graça" é aquele em que o trabalhador, embora não esteja recolhendo para a Previdência, está amparado pelo sistema e pode receber benefícios. O salário-maternidade era o único benefício da Previdência ainda fora dessa regra.
"Esse decreto corrige uma injustiça que estava sendo cometida contra as mulheres desde a criação do salário-maternidade. Ao ser demitida, a mulher tinha direito a todos os benefícios previdenciários, exceto ao salário-maternidade", disse o ministro Luiz Marinho (Previdência).
De acordo com o Ministério da Previdência, o "período de graça" para ter acesso à licença paga pelo INSS vai de 12 a 36 meses. O de 12 meses vale para todas as seguradas, independentemente do tempo de contribuição. Mulheres que contribuíram por mais de dez anos têm um "período de graça" de 24 meses. Os dois prazos podem ser ampliados em mais 12 meses desde que a segurada comprove a condição de desempregada por meio de registro do Ministério do Trabalho. Exemplo: uma funcionária de uma empresa foi demitida há dois meses e agora fica grávida. Quando o bebê nascer, terá direito à licença, mesmo que ainda esteja desempregada.
O salário-maternidade assegura à mulher 120 dias de salário pago pela Previdência. O benefício é devido a partir do oitavo mês de gestação ou do nascimento da criança. Em casos de adoção, o período de licença varia de 30 a 120 dias, a depender da idade da criança.
A Previdência não soube informar qual o impacto da mudança nas contas previdenciárias, que devem fechar o ano com um déficit superior a R$ 45 bilhões. Segundo os dados oficiais, o INSS concede, em média, 36 mil salários-maternidade por mês. De janeiro a junho deste ano, foram liberados mais de 181 mil benefícios e 43 mil ainda estão sendo pagos. Os gastos no ano superam R$ 75 milhões. No ano passado, foram gastos R$ 171,6 milhões.
Ainda de acordo com o ministério, embora o INSS ainda precise regulamentar o decreto presidencial por meio de uma instrução normativa, a nova regra já está valendo. Ou seja, as trabalhadoras já podem ingressar com pedido nas agências da Previdência ou pela internet (www.previdencia.gov.br). Para ter acesso a mais informações, também é possível ligar para a central telefônica 135.
A legislação estabelece que a segurada empregada, as empregadas domésticas e as trabalhadoras avulsas não precisam cumprir carência para ter direito ao salário-maternidade. Já autônomas, donas-de-casa e trabalhadoras rurais precisam ter contribuído pelo menos dez anos antes de pedir o benefício. A forma de cálculo do salário-maternidade para as desempregadas será a mesma usada nas demais circunstâncias. Para trabalhadoras rurais, equivale a um salário mínimo. Para empregada doméstica, é igual ao último salário. Para as demais seguradas, é a média dos 12 últimos salários.
Desde 2003, o pagamento do benefício para empregadas é feito diretamente pela empresa, mas a Previdência Social compensa esse gasto com as contribuições devidas pelo empregador. Para pagar à segurada desempregada, o dinheiro virá diretamente da Previdência.
Escrito por Mocidade às 16h26
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Andamento da campanha
Nossa rifa está quase toda vendida, ueba!!!!!! 
Estamos esperando mais e mais doações para as doces senhoras da Casa do Caminho Ananias.
Ajude você também.
Escrito por Mocidade às 16h49
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